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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Com os meus olhos, a correta sou eu!

Absolutamente, todos nós somos intolerantes. Eu sou e você também é! Sejamos sinceros. Vivemos em grupo porque isso facilita a nossa sobrevivência. Aí nos dividimos em grupoS, cujos membros pensam e agem de forma semelhante, pois lidar com o diferente é difícil.
O que me fez refletir sobre esse assunto foi um filme alemão que assisti ontem, chamado A Onda, e a entrevista do Malafaia pra Marília Gabriela, que assisti, hoje, no youtube. No filme, o professor realiza uma experiência pedagógica para ensinar seus alunos sobre autocracia. Usando argumentos lógicos e persuasivos, sem esquecer de adotar uma postura firme ao falar, ele consegue unir seus alunos, padronizar seus comportamentos e ditar o que deve ou não ser feito. Apenas 2 alunas se recusam a participar desse processo e são excluídas e desrespeitadas em suas opiniões. Até que as coisas começam a fugir do controle e tomar proporções preocupantes. (Paro por aqui pra não estragar as descobertas de quem se interessou e irá assistir o filme)
Quanto ao Malafaia, ele está absolutamente correto. Dentro da lógica dele, é claro! Para ele as pessoas não nascem homossexuais e um casal de gays não tem condições de educar bem uma criança. Ele acredita em todas as passagens da bíblia e levá-la ao pé da letra o conduz a tal raciocínio.
Eu sou vegetariana e pra mim, quanto mais vegetariano no mundo melhor. Por observação, acredito que eles tem sentimentos (quem tem animal de estimação aí?). Pelo estudo da biologia, sei que eles têm sistema nervoso e sentem dor. Por um manifesto de 13 neurocientistas, sei que eles têm consciência. E pelo estudo de nossas fontes alimentares sei que podemos adquirir todas as proteínas que precisamos através das fontes vegetais. Então porque causar dor a um ser que  possui sentimentos? (Pra não me alongar e não perder o foco desse post, vegetarianismo será um outro texto hehe)
Ganhar adeptos pra sua filosofia, ideologia, religião e etc. pode ser maravilhoso ou destruidor! Cada um construirá o ambiente mais fértil para que seus argumentos floresçam em lógica. Se as ideias e ações produzirem benefícios, ótimo! Destruidor será quando os pensamentos e atitudes forem maléficos disfarçados de benéficos. E como vamos saber se estamos certos ou errados, se somos seres essencialmente egoístas e este sentimento é o principal responsável pela nossa cegueira moral?
Não sei se estou certa, mas tenho uma ideia. Em todas as situações façamos força (em alguns casos, põe força nisso hehe) pra nos colocarmos no lugar do outro. Só consigo pensar neste exercício diário como colírio eficaz dos nossos olhos.
Acho que quando isso acontecer, seremos um único e grande grupo!

Pra terminar curtam essa música do Teatro Mágico que tem a ver com o post de hoje e dá nome ao meu blog =D


2 comentários:

  1. Eu acho que defender um ponto de vista é válido, mas se utilizar de argumentos ditos científicos pra justificar uma opinião e gritar pelos quatro cantos informações e estatísticas soltas, sem citar fontes nem nada, para parecer convincente, não é certo. Ele quer usar a ciência para provar o ponto de vista dele, mas a ciência está provando exatamente o contrário de seu pensamento arcaico. Olha só esse vídeo:

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=3wx3fdnOEos

    Quer defender que ninguém nasce homossexual? Beleza! Mas use somente a moral e a bíblia como argumentos. Não me venha com balela de estudos que ele nunca nem leu para tentar convencer de que tem embasamento científico o que diz. Ele é um homem articulado, pastor de uma igreja enorme, então qualquer coisa estúpida que ele disser, vai convencer a massa de ignorantes que temos no nosso país. Sou a favor de que cada um defende o que quer, mas acho que deve usar os argumentos plausíveis, dentro dos conceitos que possui, e não sair dando uma de biólogo, geneticista, antropólogo, teólogo, historiador e mais umas cinco formações que ele quis parecer ter.

    Adoro suas redações. ;)

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